Since always.

These are hard times for dreamers!

sábado, 14 de novembro de 2009

Adios Nonino - Astor Piazzolla






http://www.youtube.com/watch?v=a_ZKCAeMQuc

Fantasmas


"Desde ontem vê-se acuado por um fantasma bom. Lamenta. Não a companhia, mas a falta do corpo pulsante, da matéria onde há só memória. O tempo legara-lhe a dor e também sua cura (a dor que ora sente não é de agora). Recebe-o com vinhos, rosas, e tenta levemente tocá-lo. Inútil. Seria como levar as lágrimas de volta aos olhos."



Marcelo Moutinho

Somos todos iguais nesta noite






domingo, 8 de novembro de 2009

Abre aspas

Meu tédio
devaneios
minha felicidade
enfileirada
como cordilheiras
que escondem cachoeiras

aqui só chove

e me sufoca
essa mania de
facilmente me
entediar com
apenas uma tarde

uma única tarde

e já é noite


fecha aspas

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Inesquecível


Me lembrei de você em São Thomé das Letras
mais do que podia imaginar
menos do que talvez um dia vá lembrar.


Para bom entendedor...

A vida aqui corre devagar. O tempo não passa, nada me estressa. Não tem cartão de crédito e não tem dinheiro. Tem cachaça e a desgraça. Tem pedra no chão. Sobe morro, desce telhado, meu nascer do sol ao ficar acordada, meu pôr-do-sol depois de dormir. É São Thomé em sua gruta. São as letras da libertação. É escravo e cidade pequena. É correnteza deslizando brilhos de luz, é gruta com água caindo de monte no seu pé, cabeça, mãos e corpo. É pedra rolando abaixo da água. É viver acima das nuvens sem precisar ficar muito louca. É aplaudir o sol e pedir pra ele voltar no dia seguinte. É encontrar sorrisos em todas as partes. É sentir a vida em cada olhada ao respirar. São Thomé das Letras. Meu feriado. Meu bem-estar.




Sorria, você está a 1.440 m de altitude. :)







domingo, 25 de outubro de 2009

Preciso de

.
.
.
Férias
.
.
.
.
.
.
tempus omnia solvit

She's so heavy!

Eu estive na praia. Ah, o mar! O mar dos paulistanos, dos estressados, dos querendo desestressar. O mar de possibilidades e profundidades inatingíveis. O mar dos banhistas, as pedras dos fumadores. Eu tenho a desgraça dissolvendo em água com sal e areia. Eu tenho a noite e a manhã. Eu acordo de segunda, e sábado, e domingo. Eu acordo na iminência do acordar do mar, agora. Eu escuto Chico Buarque, eu ouço e ando e vivo e amo. Tinha uma gota. Ela timidamente veio se revelando. E desceu pelas costas mostrando suas artimanhas de gota. O mar me mostra muitas coisas e eu deixo um pouco de mim lá, como sempre deve ser.

domingo, 18 de outubro de 2009

Coisinhas

-Eu devoro suas palavras com os olhos, com a mente, saboreando todas as conexões, pontos, afirmações e indagações. Por quê? Porque você escreve tão pouco. Ou sou eu que escrevo muito? Ou sou eu que escrevo muito em pequenas porções e você, do contrário, vem tão pouco falando sempre muito? Acho que é isso mesmo... acho que você fica se passando por malvado, mas você não é. Deixa os outros famintos e depois resolve saciá-los com fartos banquetes. Mas acho que não é só isso. Se fosse assim seria muito fácil. Acho que você deposita tanta coisa em torno de coisinhas, que fica bonito de se ler. E, ainda, para ajudar, você vem de surpresa, que nem aquelas chuvas repentinas de verão. É, acho que eu não só devoro, acredito que eu também bebo dessa água de chuva de verão no meio do deserto, em taças de vinho. Água em taças de vinho como que num banquete. Eu não consigo explicar, com você eu sempre ando encontrando coisas indescrítíveis. Fica tudo em pedacinhos. Os seus pedacinhos que eu junto. Os meus pedacinhos que eu consigo falar. E no fundo é tudo uma imensidão de deserto. Uma imensidão de silêncio com vento zunindo por cima das dunas de areia. Aí não me resta muita coisa para pensar sobre a imensidão. Me resta juntar tudo e concentrar o entendimento. Me resta tanto entendimento, que eu continuo seguindo esperando. Esperando tanta coisa que se resume em uma só. Não são só as palavras... Pra ser sincera, acho que não é nada disso. Acho que é tudo encantamento com toque de realidade. É você aí e eu aqui e todas as intenções direcionadas. Tudo sempre depende do encantamento. Até mesmo a própria concepção da realidade.

Analyse



A self-fulfilling prophecy of endless possibilities
You roll in reams across the street
In algebra, in algebra

The sentences that do not rhyme
The fences that you cannot climbe
In all that you can ever change
The one you're looking for

It gets you down
It gets you down

There's no spark
No light in the dark

It gets you down
It gets you down
You travel far
What have you found
When there's no time
There's no time
To analyse
To think things through
To make sense

Like cows in the city, they never looked so pretty
By power carts and blackouts
Sleeping like babies

It gets you down
It gets you down
You're just playing a part
You're just playing a part

You're playing a part
Playing a part
When there's no time
There's no time
To Analyse

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Rodeios

Aguardo o momento
certo
de poder dizer
é inevitável
mas no fim
tudo acaba girando
em torno
de você




aguardando os longos tempos de rodeios
para tentar ir direto ao ponto.

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disse minha mãe que ouviu no disse-que-disse por aí que quem escreve quer ser lido. Confirmo.
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