ao teu
Lado em tese
Insiste ou peço
Despeço-com-vontade
de sempre querer mais.
Ouvir o silêncio, pescar no deserto, ter a atenção no meio da multidão.
Todo o tempo, intento, gracejo. Completo. Com esse seu olhar compenetrado em qualquer ponto do hemisfério sul, norte, norte-sul, terra e chão de alambrados, simples tela em branco objetivando o tudo partindo do nada. Suave e inocente o que traz os bons ares da conspiração, trata de ser gente, como gente deve ser, em tempo, contento-me em contentar-se com nada menos que o futuro. Se é mistério ou não, cada qual, sereno, ameno, divertido, quem sabe, imensidão. Não vou tentar desvendar. Com esse seu ar de ponto e final, ponto e exclamação, arguição, emenda, daqui, ajeita, de lá, não tiro uma risada sem que haja esforços de alta complexidade. Padrão. Seu ar de dono da verdade, não me engana não, nem nunca vai enganar, por mais que tente e faça e queira, o que surge da tela é invencivelmente paradoxo razão um monte de coisa que não vale nada partindo do tudo. O começo não é agora, o fim sabe-se-lá o que vai dar, meu bem, o deslinde da carruagem é força, fraqueza, um monte de incerteza e, pra tantos, um copo na mão sem ter medo de parecer um intelectual despido de qualquer integridade.
adorei a entonação:
ResponderExcluir"Com esse seu ar de ponto e final, ponto e exclamação, arguição, emenda, daqui, ajeita, de lá, não tiro uma risada sem que haja esforços de alta complexidade"